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A história da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil é marcada por lutas, perdas e resistência

@doutormaravilha

A história da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil é marcada por lutas, perdas e resistência

A história da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil é marcada por lutas, perdas e resistência — parte dela registrada na série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (foto), que revisita de forma contundente a epidemia de AIDS nos anos 1980. O choque causado pela produção se renova ao revelar um dado atual que surpreende até especialistas: em 2025, o Brasil registra, em média, 100 novos diagnósticos de HIV por dia, como aponta o infectologista Vinícius Borges, o @doutormaravilha

Apesar do impacto desse número isolado, o cenário epidemiológico revela nuances importantes. Dados do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, publicado pelo Ministério da Saúde, mostram uma mudança significativa no perfil da doença no país. Em 2024, houve redução tanto nos casos de AIDS quanto na mortalidade associada à infecção. Casos de AIDS caíram 1,5%: de 37.527 (2023) para 36.955 (2024). Mortes relacionadas à doença tiveram queda de 12,8%, atingindo 9.157 óbitos, o menor valor da série histórica — taxa de 3,4 mortes por 100 mil habitantes.

Esse avanço reflete melhorias no diagnóstico precoce, ampliação do tratamento e maior acesso à terapia antirretroviral. Em contrapartida, o país registrou um aumento discreto no número de novas infecções por HIV:

2024: 39.216 detecções 2023: 38.222 detecções

A elevação, segundo o Ministério da Saúde, está diretamente relacionada ao aumento da testagem, o que significa que mais pessoas estão sendo diagnosticadas antes de desenvolver quadros graves.

Apesar dos avanços nas políticas públicas e do progresso científico, a desinformação permanece como um dos fatores que mais agravam a epidemia de HIV no Brasil.

A internet — especialmente redes sociais e aplicativos de mensagens — intensifica a circulação de mitos antigos e novos, criando percepções distorcidas sobre riscos, prevenção e tratamento. Entre os principais impactos estão:

  1. Medo de testar e atraso no diagnóstico;
  2. Falsa sensação de segurança;
  3. Negacionismo e curandeirismo;
  4. Desinformação sobre PrEP e PEP.

Detalhamos cada um destes pontos no primeiro comentário fixado nesta publicação.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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