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A pesquisa do Circuito Tribal House expõe uma expectativa difícil de sustentar

A pesquisa do Circuito Tribal House expõe uma expectativa difícil de sustentar

A pesquisa do Circuito Tribal House expõe uma expectativa difícil de sustentar. Entre 834 entrevistados, 70,7% consideram justo pagar, no máximo, R$ 180 por uma festa bem produzida, contando da pré-venda ao último lote. Na prática, esse seria o teto até para o ingresso mais caro do open bar dos selos.

O valor empurra a produção para uma lógica impossível: entregar palco, som, luz, cenografia, DJs, segurança e conforto como se parte dessa conta pudesse simplesmente desaparecer em patrocínios e subsídios governamentais dos quais os produtores não usufruem.

Desse público, 47,6% escolheram a faixa de R$ 101 a R$ 180. Outros 23,1% entendem que o ingresso deveria custar até R$ 100. Só 20,6% aceitam pagar entre R$ 181 e R$ 250. Acima disso, restam 8,7%.

Quando sete em cada dez pessoas travam o último lote em R$ 180, o ingresso dificilmente sustenta sozinho a estrutura que elas mesmas exigem. A conta, então, aparece no bar superfaturado gerando naturalmente uma onda de insatisfação do público que reclama dos valores da água, por exemplo.

“Como parte da cena, é importante termos a consciência de que produtores visam o lucro, não são subsidiados com bolsa festa e também não são filantropos da vibe. Existe investimento, risco e trabalho. Se o público quer superprodução pagando valores que não corresponde ao nível de exigências, alguém terá que bancar a diferença”, afirma Marcus Andrade.

Em contraste com a disposição de investimento no ingresso o estudo demonstra também que a maior parte do público é composto por indivíduos 30+, sendo que 23,9% destes, informam ter uma renda superior a 12 mil, 16,8% entre 8 e 12 mil e outros 24,6% entre 5 e 8 mil.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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