A pista tem um consumo muito mais amplo do que muita gente gosta de admitir
A pista tem um consumo muito mais amplo do que muita gente gosta de admitir. Em uma pesquisa com 834 participantes, a “bala” apareceu como a substância hipoteticamente mais consumida em festas, citada por 495 pessoas, o equivalente a 59,4% dos entrevistados.
O álcool, mesmo legalizado e “socialmente aceito”, ficou em segundo lugar, com 467 respostas, ou 56%. Na sequência aparecem Gisele, com 397 citações e 47,6%; Padê, com 348 e 41,7%; Key, com 326 e 39,1%; Loló, com 217 e 26%; e MDMA, com 161 respostas, ou 19,3%.
Ranking das sete mais citadas
Bala: 495 respostas, 59,4% Álcool: 467 respostas, 56% Gisele: 397 respostas, 47,6% Padê: 348 respostas, 41,7% Key: 326 respostas, 39,1% Loló: 217 respostas, 26% MDMA: 161 respostas, 19,3%
O resultado mostra que o consumo não está concentrado em uma única substância. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, os percentuais revelam sobreposição. Parte do público não consome apenas álcool ou apenas uma droga. Mistura diferentes substâncias ao longo da mesma experiência.
“Existe uma distância enorme entre o discurso público e o que acontece de verdade na pista. O consumo está ali, é variado e não desaparece porque o produtor prefere fingir que não vê”, afirma Marcus Andrade, responsável pelo estudo.
O dado mais incômodo é justamente a liderança da bala sobre o álcool. Isso mostra que substâncias ilícitas ou vendidas de forma clandestina já ocupam um espaço central na experiência de parte do público.
A pesquisa não mede frequência, quantidade nem dependência. Também trata de consumo hipotético. Ainda assim, o recado é claro: ignorar essa realidade não protege ninguém. Só deixa o público mais exposto à mistura de substâncias, à adulteração e à falta de informação dentro das festas.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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