A trajetória do produtor e DJ Marcelo Almeida @djmarceloalmeida é construída entre
@djmarceloalmeida
A trajetória do produtor e DJ Marcelo Almeida @djmarceloalmeida é construída entre a técnica, a escuta sensível e um entendimento profundo do impacto que a música pode ter na vida das pessoas. Mais do que colecionar datas, cidades e países, ele carrega histórias que redefinem o próprio sentido de estar na pista. “Desde que comecei a tocar profissionalmente venho colecionando histórias e momentos especiais”, conta. Mas há uma em especial que mudou tudo: “Recebi uma mensagem de um rapaz que lutava contra o câncer e me disse que meus sets o ajudavam durante as sessões de quimioterapia. Ali eu percebi que o negócio era sério e mais profundo do que eu podia imaginar”.
Definir sua sonoridade não é uma tarefa simples e isso é intencional. “Gosto de me adaptar à festa, ao horário, ao público, sem perder a minha identidade”, explica. Essa identidade passa por um som “alegre, divertido e descontraído”, que dialoga com memórias afetivas e, ao mesmo tempo, surpreende. Dentro do tribal house, Marcelo transita do progressivo mais elegante ao som mais enérgico, que ele chama carinhosamente de “risca-faca”. E algumas presenças são certas: “Vocês sempre podem esperar uma Whitney Houston e os griteiros clássicos da Drag Music”.
Com a maturidade da estrada, o conselho que daria ao Marcelo do início da carreira é direto: “Seja fiel a quem você é, trabalhe com ética e respeito, mas permita-se sonhar sem medo de frustrações”. Para ele, aprender a sonhar também é parte do processo criativo.
Na produção musical, razão e intuição caminham juntas. “Muitas ideias vêm do meu repertório cultural de vida, como quando acesso memórias de infância e resolvo remixar uma música que minha mãe ouvia”, revela. Outras surgem prontas, quase instantâneas. Ainda assim, a base é organização: “Uma biblioteca bem organizada de samples e acapellas gera insights que fazem toda a diferença na criação”.
Entre emoção, memória e pista, Marcelo Almeida segue provando que música também é cuidado, afeto e conexão.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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