As prisões realizadas durante a Festa da Lili, no Estádio Mané Garrincha, ocorreram
@carloscarone
As prisões realizadas durante a Festa da Lili, no Estádio Mané Garrincha, ocorreram por iniciativa direta da produção. A organização identificou movimentações suspeitas, de traficantes que vieram de São Paulo, acionou a polícia e colaborou ativamente para que os envolvidos fossem retirados. Na entrada, houve revista rigorosa, apreensão e descarte de substâncias ilícitas.
Ainda assim, o “jornalista” @carloscarone do @metropoles.df preferiu expressões jocosas como “feira da droga” e “banheirão do pó”. Em vez de informar com equilíbrio, a publicação recorreu ao deboche para retratar uma festa ligada à cena LGBTQIA+, reforçando estereótipos que historicamente associam esse público à promiscuidade, ao uso de drogas e à criminalidade.
Esse enquadramento tem efeito homofóbico, independentemente da intenção alegada por seus autores. O problema não está em noticiar as prisões, mas em transformar um caso policial em espetáculo e usar referências depreciativas diretamente ligadas ao universo gay. O mesmo rigor editorial do Metrópolis não é aplicado a grandes shows, festivais, festas sertanejas, eventos esportivos e outras celebrações onde criminosos também tentam comercializar drogas.
A publicação ainda omite o elemento central: a Festa da Lili não tolerou o crime. Foi a produção que atuou, acionou as autoridades e contribuiu para as prisões. O Correio Braziliense, inclusive, registrou que os policiais trabalharam com o apoio da organização.
A coluna Na Mira e o Metrópoles não podem esconder preconceito atrás de trocadilhos. Quando um veículo seleciona termos humilhantes, apaga a atuação dos responsáveis e explora a identidade LGBTQIA+ para produzir cliques, deixa de apenas informar e passa a reforçar estigmas.
A Festa da Lili reuniu milhares de pessoas, lotou o estádio e movimentou a economia de Brasília. Criminosos tentaram agir e foram combatidos. Apresentar essa resposta responsável como uma suposta “feira da droga” não esclarece o público. É sensacionalismo, distorção editorial e preconceito disfarçado de notícia.














Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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