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Natural de Porto Velho, capital de Rondônia, Will Capitão representa uma nova geração

Natural de Porto Velho, capital de Rondônia, Will Capitão representa uma nova geração

Natural de Porto Velho, capital de Rondônia, Will Capitão representa uma nova geração de DJs que entende a pista como espaço de troca real. Com apenas três anos de carreira, ele segue focado em lapidar sua identidade artística. “Tenho apenas três anos de carreira como DJ e, por enquanto, não me considero produtor. Estou focado exclusivamente na performance e na construção da minha identidade musical”, afirma.

Inserido na cena do tribal house, Will enxerga desafios que vão além da técnica. Para ele, um dos principais é conseguir dialogar com públicos diferentes. “Acredito que o grande desafio do DJ de tribal house hoje é conectar diferentes gerações, criando uma ponte entre a sonoridade clássica e as vertentes contemporâneas”, explica. Essa conexão, segundo ele, exige narrativa, coerência e sensibilidade ao longo do set.

Outro ponto que o DJ destaca é a pouca visibilidade dos bastidores da profissão. “Sinto que boa parte do público reconhece apenas superficialmente o trabalho do DJ e não tem noção da dimensão do que acontece antes e depois da pick-up.” Pesquisa musical, curadoria, construção de imagem e dedicação constante fazem parte de um processo que raramente aparece sob os holofotes.

Will também não ignora questões estruturais da cena. “O mercado ainda celebra fortemente padrões estéticos, criando barreiras para mulheres e para quem foge do ‘padrão’ imposto pela indústria”, reflete. Para ele, questionar esse modelo é essencial para uma cena mais diversa e verdadeira.

Na cabine, porém, o discurso vira prática. “Quando entro na pick-up, quem me conduz é a pista. Não é o repertório que me move, é a troca com o público”, diz. Essa entrega direta molda cada apresentação e fortalece sua conexão com quem está do outro lado.

O sentimento que define esses momentos é claro: “Liberdade e completude. É ali, diante da pista, que sinto que estou exercendo exatamente aquilo para o qual eu nasci.” Uma trajetória ainda jovem, mas já guiada por propósito, escuta e verdade artística.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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