O público que frequenta festas da cena eletrônica, incluindo a tribal house no Brasil
O público que frequenta festas da cena eletrônica, incluindo a tribal house no Brasil, deve se preparar para uma mudança significativa em 2026: os custos de produção de eventos vão aumentar, e, com eles, o preço dos ingressos, das bebidas e dos serviços oferecidos dentro das festas.
Esse aumento não é resultado de “exploração” ou reajustes aleatórios. Ele tem origem em duas transformações estruturais no país: o fim da PERSE (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e a implementação da nova Reforma Tributária. Juntas, elas colocam o setor de eventos diante do seu maior desafio desde a pandemia.
Sem o benefício PERSE, o setor voltou a pagar uma carga tributária alta, com aumento de 57% nos custos de tributos. Na prática, isso significa:
• ingressos mais caros; • bebidas mais caras; • menos verba para contratar equipes; • menos margem para risco e inovação; • mais produtores operando no limite — ou no prejuízo.
Também a partir de 2026, o Brasil inicia um novo sistema tributário, implementado de forma gradual até 2033. Entre os novos dispositivos está o Imposto Seletivo, popularmente conhecido como “Imposto do Pecado”, Esse tributo será aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente — entre eles:
• bebidas alcoólicas; • bebidas açucaradas; • cigarros.
Quando a cadeia produtiva é pressionada, o impacto chega diretamente ao público que por sua vez tem todo o direito de pedir preços justos. O produtor também tem o direito — e a necessidade — de cobrar o que garante a sobrevivência da operação.
A conta precisa fechar para todos. Em 2026, entender isso será fundamental para manter viva a cena tribal house no Brasil. A conscientização coletiva é o primeiro passo para preservar uma indústria que movimenta cultura, renda, empregos e experiências que fazem parte da vida de milhões de pessoas.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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