O tribal house pode até ser vendido por muita gente como uma vitrine de corpos, estética e pegação
O tribal house pode até ser vendido por muita gente como uma vitrine de corpos, estética e pegação. Mas, quando o próprio público responde o que realmente associa à cena, a música aparece muito acima de todo o resto, em estudo inédito do Circuito Tribal House.
Ela foi citada por 91,7% dos participantes. É praticamente uma unanimidade. Isso mostra que, apesar de toda a embalagem criada em torno das festas, a pista ainda começa pelo som. Sem música capaz de conduzir a noite, não existe produção visual, corpo ou imagem que sustente a experiência.
Logo depois aparecem as amizades, com 61,3%, a pista intensa, com 60,6%, e a liberdade, com 60,1%. Os números revelam que o tribal house não funciona apenas como entretenimento. Ele também é espaço de encontro, pertencimento e liberação. Para muita gente, ir a uma festa significa rever amigos, baixar a guarda e viver algumas horas fora das cobranças do cotidiano.
“Quando música, amizade, intensidade e liberdade aparecem praticamente juntas, fica claro que a pista não é apenas um lugar onde as pessoas vão para se exibirem, beijar na boca ao som de uma música qualquer. Ela principalmente funciona como uma comunidade”, afirma Marcus Andrade, responsável pelo estudo.
A colocação surge com 54%, enquanto a produção visual foi citada por 48%. Isso confirma que estrutura, luz, palco e conceito importam, mas não lideram a percepção do público. São parte da entrega, não o motivo central.
Corpo e estética aparecem com 43,8%, e pegação, com 40,3%. São associações fortes, mas ficam abaixo de música, amizade e liberdade. Já viagem, com 25,8%, e moda, com apenas 13,1%, ocupam as últimas posições.
O estudo ouviu 834 pessoas, permitiu múltiplas respostas e foi realizado entre os dias 1º e 10 de julho.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
Ver post original no Instagram →