O uso de Tina, nome popular do Crystal Meth, tem crescido de forma preocupante no Brasil
@marcossatobest
O uso de Tina, nome popular do Crystal Meth, tem crescido de forma preocupante no Brasil, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. O alerta vem de quem viveu isso na pele. Marcos Sato @marcossatobest que hoje atua compartilhando informação e conscientização, fala a partir da experiência direta como ex-usuário e reforça a urgência do debate sob a ótica da redução de danos.
Segundo Marcos, a substância é uma droga sintética produzida de forma clandestina, sem qualquer controle de qualidade, o que potencializa seus riscos. “É uma mistura de químicos pesados. Se usar puro, a pessoa simplesmente apaga”, relata. A Tina provoca euforia intensa, aumento extremo de energia e supressão do apetite, levando usuários a passarem longos períodos sem comer ou dormir.
Entre os sinais comportamentais mais comuns estão a hiperatividade excessiva, fala acelerada, insônia prolongada ou o extremo oposto, com episódios de sono por muitas horas após longos períodos acordado. Marcos relata ter ficado até 15 dias sem dormir durante o uso contínuo. Já nos sinais físicos, a perda de peso acentuada é um dos mais visíveis, além de pupilas dilatadas, taquicardia e suor excessivo. Em casos de uso intravenoso, podem surgir marcas nos braços, pescoço e outras regiões.
Os impactos psicológicos também são graves. Paranoia e isolamento social costumam acompanhar o consumo, criando bolhas onde usuários convivem apenas entre si. “Quem usa Tina acaba se afastando de todo mundo que não usa”, explica Marcos.
A redução de danos passa, прежде de tudo, pela informação. Reconhecer sinais, falar sobre o tema sem romantização e buscar ajuda profissional são passos fundamentais. Marcos é direto: se o uso está fora de controle, procurar apoio especializado é essencial.
O perfil @marcossatobest no Instagram tem se tornado uma importante fonte de informação, trazendo conteúdos frequentes sob a perspectiva de quem já passou pelo uso, com orientações tanto para quem busca parar quanto para quem precisa entender os riscos reais da substância. Informação salva vidas - e falar sobre isso é parte do cuidado coletivo.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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