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Para Enrry Senna, criar música não é um gesto técnico, é um estado emocional

Para Enrry Senna, criar música não é um gesto técnico, é um estado emocional

Para Enrry Senna, criar música não é um gesto técnico, é um estado emocional. Suas referências vêm de nomes que ajudaram a moldar o DNA do tribal house no mundo. “Quando escutei Offer Nissim pela primeira vez, foi algo mágico”, relembra. A lista de influências passa por Rosabel, Altar, Friscía & Lamboy, Victor Calderone, Mike Cruz e outros artistas que carregam intensidade, dramaticidade e força de pista. Mas ele é direto ao explicar seu processo: “Para criar, eu preciso estar bem emocionalmente. Preciso de músicas que me despertem algo pra poder me entregar de corpo e alma. Não é qualquer coisa que me dá gás pra fazer”.

Essa relação profunda com a música explica por que seus sets e produções carregam tanta carga afetiva. Enrry não cria por demanda ou fórmula. Ele espera o momento certo, quando a emoção encontra a sonoridade ideal. A inspiração, nesse caso, não vem apenas da pista, mas da vivência, da escuta atenta e da sensibilidade construída ao longo dos anos.

Mineiro de Conselheiro Lafaiete, cidade a cerca de 100 km de Belo Horizonte, onde reside atualmente, Enrry carrega a música desde o berço. “Meu pai era cantor, minhas tias também, inclusive uma cantora de ópera”, conta. Ainda criança, já transitava entre grandes vozes como Celine Dion, Nikka Costa e Mariah Carey, até que a música eletrônica entrou de vez em sua vida. “Lembro de baixar uma música do Victor Calderone quando tinha 12 ou 13 anos. Aquilo despertou algo em mim”.

A música também foi refúgio em momentos difíceis. “Eu ouvia música quase 24 horas por dia. Era como se eu me suprisse daquilo pra ter forças diante dos desafios da vida”, revela, ao lembrar do período em que ele e a mãe enfrentaram os problemas alcoólicos do pai. Hoje, com 23 anos de carreira, Enrry Senna transforma emoção em narrativa sonora — e faz da entrega total o seu maior diferencial.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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