Urlan @urlandj revelou que já saiu de casa para tocar por R$ 400
@urlandj
Urlan @urlandj revelou que já saiu de casa para tocar por R$ 400. A declaração foi feita em um vídeo publicado nesta semana em suas redes sociais, dentro de uma série em que responde a 30 perguntas durante 30 dias.
Quando começou como DJ, ela já era Gabriel na internet, produzia conteúdo e tinha público. Na música eletrônica, no entanto, precisou conquistar outro espaço.
“Eu tive que começar literalmente do zero, conquistar o meu respeito dentro da cena e conquistar um público totalmente diferente. Tive que capinar outro campo”, afirmou.
Segundo Urlan, aceitar aquele valor era parte do caminho para entrar na cena e apresentar seu trabalho. Depois vieram os projetos, os lançamentos e o investimento na qualidade do que entregava.
“Naquele momento, mais importante que o cachê era entrar na cena, começar a trabalhar e mostrar para as pessoas quem é a artista Urlan.”
A publicação fez outros DJs relembrarem situações ainda mais duras. JUNYO @junyomusic contou que seu primeiro pagamento sequer foi em dinheiro.
“Meu primeiro cachê foi uma latinha de Coca Zero, dois tapinhas nas costas e um ‘obrigado’ no final do set.”
Alisson Nunes @djallisonnunes brincou que Urlan até havia sido bem paga. “Quando comecei, não recebi nada na primeira festa. Levei meu equipamento e o set durou cerca de seis horas, tocando com CDs.”
Tommy Love @djtommylove lembrou que valores semelhantes eram comuns em São Paulo antes da pandemia. “O cachê médio era isso mesmo, R$ 400 ou R$ 500. Pode ter certeza de que muitos DJs saíam de casa para receber R$ 400.”
Os relatos tiram o glamour da cabine e mostram uma realidade conhecida por quem tenta abrir espaço na noite. Antes dos lançamentos, das agendas cheias e dos grandes line-ups, muita carreira começou com cachê baixo, pagamento simbólico ou sem receber nada.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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