CIRCUITO TRIBAL HOUSE
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Na cena tribal house existe um fenômeno recorrente, barulhento e, infelizmente, cada vez

Na cena tribal house existe um fenômeno recorrente, barulhento e, infelizmente, cada vez

Na cena tribal house existe um fenômeno recorrente, barulhento e, infelizmente, cada vez mais visível: os que mais reclamam, criticam, apontam erros e espalham veneno são quase sempre os que menos constroem. Não produzem música, não organizam festas, não investem tempo, dinheiro ou energia criativa. Ainda assim, se colocam como juízes absolutos de DJs, produtores, dancers e de tudo o que movimenta a cena.

Essas figuras lembram, e muito, os Dementadores do universo de Harry Potter. Criaturas que não criam nada, não constroem nada, apenas sugam. Onde passam, a alegria some, o entusiasmo esfria e a esperança vira cansaço. Na pista, eles não dançam, e dizem ao pé do ouvido “a festa está sem vibe”; fora dela, não apoiam. Muitos não pagam ingresso, não consomem o bar, não respeitam o trabalho alheio, e ainda se sentem no direito de atacar quem faz a cena existir.

Hoje, esse comportamento ganhou novas ferramentas: caixas de perguntas anônimas, perfis sem rosto, comentários covardes protegidos pelo anonimato. Ali, destilam maldade sem responsabilidade, misturam fofoca com opinião, atacam vidas pessoais, carreiras e histórias inteiras construídas com anos de dedicação. É veneno puro, travestido de “crítica”.

Enquanto isso, quem realmente move a cena está trabalhando: produzindo música, pagando equipes, criando experiências, lidando com riscos financeiros, logística, egos, saúde mental e noites intermináveis. A cena tribal house não é feita por quem grita da arquibancada, ela é construída por quem entra em campo.

Crítica é válida quando vem acompanhada de proposta, presença e compromisso. O resto é ruído. E ruído cansa.

Talvez o maior feitiço de proteção contra esses Dementadores seja simples: valorizar quem faz, apoiar quem constrói e entender que cena não se sustenta com veneno, mas com presença, respeito e atitude. Quem só suga, nunca dança. Quem dança, constrói.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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