CIRCUITO TRIBAL HOUSE
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Para Leo Frasson @leofrasson , falar sobre o futuro da cena eletrônica e do tribal house

@leofrasson

Para Leo Frasson @leofrasson , falar sobre o futuro da cena eletrônica e do tribal house

Para Leo Frasson @leofrasson , falar sobre o futuro da cena eletrônica e do tribal house em especial  passa menos por estilos e mais por postura. Atento às transformações constantes da pista, o DJ observa um movimento inevitável: a cena muda o tempo todo. E isso, por si só, não é o problema. “A cena já não é mais a mesma de quando comecei a frequentar os clubs, e daqui a alguns meses já não será a mesma de hoje”, reflete.

O que o preocupa, de fato, é a forma como essas mudanças são encaradas. “Vejo muita gente preocupada apenas com sonoridade ou estilos e esquecendo que a música é uma arte viva, em constante evolução.” Para Leo, quando a cena tenta congelar fórmulas ou resistir ao novo, perde a chance de crescer junto com o público, com o tempo e com os próprios artistas.

Essa visão dialoga diretamente com a forma como ele vive o palco. Se o futuro pede abertura, o presente se confirma na resposta da pista. “Ainda busco palavras para descrever a sensação”, confessa ao falar do momento em que vê o público reagindo ao seu som. O processo começa longe dos holofotes, em horas solitárias de estúdio, produzindo faixas sem saber como serão recebidas. “Depois ir pra pista e ver que aquilo funcionou, que a galera curtiu e se jogou… é mágico.”

O sentimento é um misto difícil de traduzir: felicidade, gratidão e orgulho se encontram quando a música deixa de ser apenas ideia e vira experiência coletiva. Para Leo Frasson, é nesse instante que tudo faz sentido quando a arte viva que ele defende encontra eco na pista e prova que mudança, quando bem vivida, não ameaça o futuro: constrói.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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